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Carta Aberta Sobre o Falecimento do Camarada Stálin

Comitê Nacional do Partido Comunista do Brasil Publicado em 28.02.2012

Aos Dirigentes e Militantes do Partido. À Classe Operária. Aos Trabalhadores. Amigos do PCB

Camaradas e amigos!

Perdemos nosso pai querido, nosso mestre amado, o maior amigo de nosso povo, o venerado camarada Stálin. O coração generoso que sempre pulsou pelos trabalhadores e pelos povos oprimidos deixou de bater para sempre. O cérebro genial que durante mais de três décadas iluminou o caminho da libertação dos povos deixou de trabalhar. Perdemos o grande comandante, o sábio e provado mestre na arte de dirigir e conquistar vitórias para o povo. Perdemos o porta-estandarte da paz. Perdemos o guia e chefe da luta pela liberdade e independência dos povos oprimidos. Perdemos o maior gênio que a humanidade produziu.

Nunca foram tão grandes nossas responsabilidades. O desaparecimento do camarada Stálin exige de todos os comunistas multiplicar seus esforços para converter em realidade viva os ensinamentos do camarada Stálin ao nosso Partido. Fortalecer o Partido, unir e organizar a classe operária, despertar as massas camponesas, pôr em movimento todo o profundo sentimento de paz de nosso povo — são as tarefas que precisamos realizar. Saibamos pôr em tensão e mobilizar todas as nossas forças para erguer bem alto a bandeira das liberdades democráticas, da independência nacional e da democracia popular, a bandeira que nos indicou Stálin.

O camarada Stálin morreu aos 73 anos de idade, tendo dedicado 58 anos de sua preciosa vida à causa da emancipação da classe operária, à causa dos povos nacionalmente oprimidos, à causa sagrada da revolução. Companheiro de armas do grande Lênin, seu melhor discípulo e continuador de sua obra, Stálin, durante mais de meio século, dedicada e abnegadamente, conduziu ininterruptamente e com sabedoria e vontade inflexível a grande luta revolucionária por uma existência livre e feliz para o homem que trabalha.

Nenhuma dificuldade nem infortúnio, nem as prisões, nem as torturas, nem a vida dura e difícil da clandestinidade sob o terror brutal do tzarismo. nada neste mundo pôde dobrar a vontade de ferro de Stálin, pôde obrigar Stálin a abandonar o caminho que escolheu de fiel homem de Partido e de lutador revolucionário proletário.

Desde o começo de sua vida de revolucionário, o camarada Stálin orientou suas atividades no sentido de construir um poderoso Partido marxista revolucionário, no sentido de elevar a consciência de classe do proletariado. O camarada Stálin compreendeu muito jovem que o triunfo da Revolução é impossível sem um Partido revolucionário do proletariado, intransigente diante dos oportunistas, "esquerdistas" e capituladores, revolucionário diante dos inimigos dos trabalhadores e diante do Poder das classes exploradoras, indissoluvelmente ligado às massas. Com o grande Lênin, o camarada Stálin ressaltou sempre o papel dirigente da classe operária na Revolução e lutou infatigavelmente pela conquista dessa hegemonia e, fundamentalmente, pela aliança operário-camponesa, como força indispensável ao triunfo dos trabalhadores na luta contra todos os opressores e exploradores.

Ao lado do grande Lênin, à frente do glorioso Partido Bolchevique, o camarada Stálin dirigiu a classe operária nas condições difíceis da luta clandestina na Rússia tsarista e a conduziu à vitória histórica da Revolução Socialista de Outubro, à implantação da ditadura do proletariado, à derrota da intervenção estrangeira e ao restabelecimento pacífico da economia nacional da Rússia Soviética. Depois, já sem Lênin, o camarada Stálin, numa luta tenaz e intransigente contra os traidores trotskistas, zinovievistas e bukharinistas, contra os portadores de toda espécie de desvios nacionalistas, contra os oportunistas e capituladores, defendeu a pureza da teoria marxista-leninista, defendeu e reforçou a unidade do Partido, conduziu o Partido, a classe operária e os camponeses trabalhadores à vitória do socialismo na União Soviética, vitória de significação histórico- mundial.

Muito jovem, o camarada Stálin disse que se filiava à corrente dos marxistas criadores, aos marxistas autênticos que dominam a essência da teoria marxista e tomam esta teoria como um guia para a ação revolucionária. Na luta contra os inimigos do marxismo-leninismo, Stálin não somente conservou a herança de Marx e Lênin, mas a enriqueceu de forma genial. Grande organizador e revolucionário prático, o camarada Stálin sempre lutou, na teoria, na estratégia e na tática da luta revolucionária de massas, por uma linha marxista-leninista conseqüente e pela mais absoluta fidelidade às idéias imortais da teoria do proletariado revolucionário, idéias pelas quais Marx, Engels, Lênin e ele próprio deram o mais precioso de suas vidas.

Ao grande Stálin deve a humanidade a vitória dos povos sobre a barbárie fascista, vitória sem precedentes na história dos povos, que abalou até aos alicerces o mundo capitalista e permitiu a centenas de milhões de seres humanos sacudir o jugo opressor do imperialismo. Desde a China e a Coréia até à Tchecoslováquia e à Hungria, surgiram, assim, novas "brigadas de choque" do movimento revolucionário e operário mundiais. Por isso, é agora para nós mais fácil lutar e o trabalho rende mais.

Graças a Stálin, uma poderosa frente da paz, da democracia e do socialismo surgiu e se fortalece sem cessar, agrupando em torno da União Soviética os povos livres numa família unida e fraternal. Graças à política de paz leninista-stalinista da União Soviética, pela primeira vez na história da humanidade, criou-se um gigantesco movimento de todos os povos em defesa da paz, com o objetivo de salvar a humanidade de uma nova guerra mundial, de refrear e isolar os provocadores de guerra, de eliminar a tensão internacional e garantir a colaboração pacífica dos povos.

O gênio de Stálin e sua vontade férrea guiaram as forças do campo da democracia e da paz, dirigido pela União Soviética, asseguraram os grandes êxitos que impediram o desencadeamento de uma terceira guerra mundial e permitiram aos povos continuar avançando no caminho da paz, da liberdade e da independência, sem a carnificina que almejam e preparam os monstros imperialistas americanos.

Se é imensa a dívida dos trabalhadores do mundo inteiro ao grande Stálin, são particularmente os povos oprimidos pelo imperialismo que sentem, com a morte do camarada Stálin, que perderam seu maior amigo, o maior defensor da liberdade e da independência dos povos. O grande Stálin foi, para todos os povos nacionalmente oprimidos, o mestre genial, que traçou, com clareza excepcional, o caminho da luta vitoriosa pela independência das nações — corpo de doutrina e conjunto de idéias que realizou na prática com a construção do primeiro Estado multinacional, a poderosa União Soviética, onde os povos de todas as nacionalidades anteriormente oprimidas pelo tzarismo vivem hoje como povos livres e fraternalmente unidos ao grande povo russo, desenvolvendo livremente suas respectivas culturas nacionais e avançando rapidamente no caminho do comunismo.

Os geniais trabalhos do camarada Stálin sobre a questão nacional e colonial, sobre os problemas da revolução chinesa e seus ensinamentos magistrais a todos os povos que lutam pela independência nacional, inclusive seu recente e genial discurso no XIX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, constituem um legado precioso, que jamais será olvidado pelos povos dos países coloniais e dependentes. A memória gloriosa do grande Stálin permanecerá eternamente viva no coração dos comunistas brasileiros, da classe operária do Brasil e do nosso povo que, armados com seus sábios ensinamentos e dirigidos pelo Partido Comunista, lutarão de agora em diante com um vigor crescente pela paz entre os povos e pela independência nacional, contra os incendiários de guerra americanos e os traidores nacionais que vendem o Brasil aos imperialistas ianques.

O último legado de Stálin, seu discurso ao XIX Congresso, é uma bandeira e um programa de luta. Nosso dever é erguer bem alto esta bandeira, é aumentar nossa vigilância e combatividade na luta em defesa da paz, contra todos os arreganhos guerreiros dos imperialistas americanos.

Os incendiários de guerra e todos os seus lacaios avaliam perfeitamente o que significa para os povos amantes da paz a perda do camarada Stálin. Os inimigos da humanidade não pouparão esforços para lançar a confusão e o pânico em nossas fileiras, serão capazes de todas as provocações, na esperança de conseguir dar alguns passos no caminho do desencadeamento de uma nova guerra mundial. Precisamos compreender que o perigo existe, a fim de nos mantermos vigilantes, elevando bem alto a grande bandeira da causa da paz, que foi durante tantos anos empunhada com firmeza e constância inabaláveis pelo camarada Stálin.

É o que fazem os trabalhadores do mundo inteiro, com os olhos fitos nos povos da URSS e no grande Partido Comunista da União Soviética, que nos dão, neste momento de luto e de dor, um novo exemplo de serenidade e firmeza. "A União Soviética — disse o camarada Malênkov nos funerais do grande Stálin — defendeu invariavelmente e continua defendendo a causa da paz, pois seus interesses estão intimamente ligados à causa da paz no mundo inteiro". As forças da paz estão vigilantes e são ilimitadas, farão ruir quaisquer provocações dos incendiários de guerra.

Em nosso país cresce igualmente a ameaça de guerra. Contra a manifesta vontade da maioria da nação, a Câmara dos Deputados acaba de aprovar o "Acordo Militar" com os Estados Unidos, enquanto no Senado Federal, com o aplauso ostensivo do sr. Vargas, são tomadas novas medidas que visam à entrega do petróleo brasileiro à Standard Oil. O governo de traição de Vargas continua a venda do país aos monopólios ianques, e não vacilará em desencadear a mais sanguinária reação contra o povo a fim de atender às exigências de seus patrões, que querem o sangue de nossa juventude para a guerra. Para os latifundiários e grandes capitalistas serviçais do imperialismo, que governam o Brasil, uma nova guerra mundial é a saída que almejam, na esperança de bons negócios. Incapaz de resolver os problemas mais sérios e urgentes, como o da carestia da vida que torna cada vez mais insuportável a vida das grandes massas trabalhadoras, de dar uma solução humana à tragédia imensa da seca que assola vasta região do país, o governo de Vargas atira-se contra o povo e será capaz de todos os crimes para atender às ordens de seus patrões norte-americanos.

O povo brasileiro, no entanto, é muito mais poderoso que o bando sinistro desse governo de traição nacional. Saibamos unir nossas forças, porque unidos poderemos preservar a paz, defender as liberdades. Lutemos com firmeza pelo pão para os trabalhadores e elevemos a bandeira da luta pela independência nacional. Neste momento, é este o nosso maior dever. É esta a maneira de prestarmos ao camarada Stálin, à sua memória imortal, a nossa maior homenagem. Com o seu nome nos lábios, reafirmemos nossa vontade de paz, exijamos a não ratificação do "Acordo Militar" com os Estados Unidos, defendamos o petróleo, exijamos medidas práticas e imediatas contra a carestia da vida e de socorro eficiente aos nossos irmãos do Nordeste. Com o nome do camarada Stálin nos lábios, intensifiquemos nossa luta pela independência nacional e por um governo democrático popular.

Para isso é indispensável que na própria luta reforcemos o nosso Partido Quantitativa e qualitativamente.

O Comitê Nacional do Partido Comunista do Brasil determina por isso que em homenagem à memória do camarada Stálin, seja feito por todo o Partido um esforço organizado no sentido de ganhar para as fileiras do Partido os melhores combatentes da classe operária, os melhores filhos do nosso povo. É aberta uma grande campanha de recrutamento de âmbito nacional — RECRUTAMENTO STÁLIN. Baseados nos ensinamentos do "Recrutamento do 30° aniversário do PCB" todas as organizações do Partido devem traçar seus planos de recrutamento de novos militantes, devem concentrar seus planos no recrutamento de operários de grandes empresas, de assalariados agrícolas das usinas de açúcar e de camponeses nas grandes concentrações de massas camponesas. Com o RECRUTAMENTO STÁLIN façamos de cada fábrica uma cidadela do Partido. O camarada Stálin disse repetidas vezes que a tática dos bolcheviques é a tática das grandes empresas, é a tática dos autênticos proletários. Todas as organizações do Partido devem planificar e realizar a organização de novas células de empresas, devem tomar imediatamente todas as medidas práticas necessárias e controlar sistematicamente sua fiel execução.

A fim de realizar esta campanha de recrutamento, todos os comunistas e todas as organizações do Partido devem fazer esforços redobrados no sentido de levar às massas, por todas as formas, o nome imortal de Stálin. Por meio de palestras, conferências, comícios, atos públicos de toda espécie, etc., fazer com que as massas compreendam a grandeza de Stálin, convidando-as simultaneamente para que venham engrossar as fileiras do nosso Partido.

Com esse objetivo, deve o Partido iniciar uma campanha nacional para obtenção de centenas de milhares de assinaturas em homenagem à memória de Stálin. Reunidas em livro — HOMENAGEM DO POVO BRASILEIRO AO GRANDE STÁLIN — essas assinaturas permitirão à classe operária e a todo o nosso povo manifestar seu amor a Stálin e sua solidariedade aos povos da União Soviética neste momento de dor.

Tarefa fundamental, neste momento, consiste em difundir o mais amplamente possível entre as massas a palavra de ordem lançada pelo nosso Partido em 1946 — "O povo brasileiro jamais fará guerra à União Soviética".

Fazer esforços para colocar nosso Partido à altura das tarefas que deve realizar, elevar o nível político e ideológico de suas fileiras é a grande homenagem que nos cabe render à memória imortal e gloriosa do camarada Stálin. Mais do que nunca precisamos aprender com Stálin. Aprender com Stálin significa construir nosso Partido à imagem e semelhança do Partido Comunista da União Soviética. Aprender com Stálin, significa sermos modestos e firmes. Aprender com Stálin significa ser fiel e honrado com o Partido. Aprender com Stálin, significa ter fé no povo e amar o povo. É fazer uma luta sem quartel aos traidores e capituladores que se infiltram em nossas fileiras. É ser intransigente para com os inimigos da União Soviética. É ser refratário a toda sombra de pânico. É ser vigilante. É elevar a vigilância revolucionária em nossas fileiras. É ser patriota e ser internacionalista. É ligar mais o Partido às massas. É velar pela unidade de nosso Partido como a menina dos nossos olhos — unidade em torno do Comitê Nacional e do camarada Prestes.

O Comitê Nacional do PCB, em homenagem à memória imortal de Stálin e com o objetivo de elevar cada vez mais o nível político e ideológico de todos os comunistas, determina o estudo obrigatório da biografia do camarada Stálin, como tarefa imediata de todos os militantes. Determina igualmente que em todo o Partido seja intensificado o estudo da "História do Partido Bolchevique" e que todos os militantes estudem os dois volumes das "Obras" do camarada Stálin, já publicados. Determina ainda que seja feita a maior difusão dos trabalhos de Stálin entre as massas.

Aos trabalhadores amigos do Partido! Aos operários combatentes e fiéis à causa de sua classe!

Camaradas e amigos! Ingressai no Partido Comunista em homenagem à memória do grande chefe da classe operária. Vinde ao Partido Comunista, vinde ao Partido de Prestes! O Partido Comunista do Brasil necessita de milhares de novos membros entre a classe operária a fim de poder realizar com êxito sua histórica missão. Não há maior título, nada superior para um trabalhador que pertencer ao Partido de vanguarda de sua classe, ao Partido de Prestes, fiel à memória de Stálin, que procura aplicar no Brasil as idéias do grande Stálin para alcançarmos a libertação de nosso povo do jugo imperialista, a fim de abrir o caminho para uma vida feliz, para a nova sociedade socialista.

Camaradas trabalhadores, sede vigilantes! Os incendiários de guerra procuram intensificar seus planos sinistros, vinde ocupar vosso lugar no Partido Comunista a fim de participar ativamente de nossa luta no sentido de esclarecer as grandes massas de nosso povo para que não sejam envolvidas na trama guerreira dos imperialistas americanos e lutem até o fim pela paz. É este o legado de Stálin que todos os trabalhadores saberão honrar. Camaradas trabalhadores! Erguei bem alto a bandeira que o camarada Stálin nos indicou, a bandeira da paz, das liberdades e da independência nacional.

Glória eterna ao grande Stálin! Sejamos fiéis discípulos de Stálin! Sejamos combatentes stalinistas! Sejamos dignos dos ensinamentos e da confiança que o camarada Stálin depositava em nosso Partido, em nosso Comitê Nacional e no camarada Prestes! Mostremos na prática a força de nosso sentimento internacionalista, nossa fidelidade à causa vitoriosa do proletariado, reafirmando com novo vigor nossa dedicação sem limites ao grande Partido de Lênin e Stálin, ao seu sábio Comitê Central stalinista, e ao seu chefe, o camarada Malênkov, fiel companheiro de armas do grande Stálin.

Março de 1953.

Comitê Nacional do Partido Comunista do Brasil.