Especiais - Revolução Russa, o século XX começa em 1917

Os vultos colorizados da Revolução Russa

Cezar Xavier Publicado em 26.12.2016

A artista russa Olga Shirnina (mais conhecida como Klimbim) dedica-se a colorizar o acervo histórico fotográfico de seu país. Sua técnica tem tornado mais vivos e presentes retratos da família Romanov, personalidades da Revolução Russa e os heróis da 2a. Guerra Mundial, assim como artistas e políticos de todo o mundo. Neste especial pelos 100 anos da Revolução Russa, celebrados neste 2017, o Portal Grabois publica algumas das imagens mais emblemáticas daquele 1917, quando Moscou entrou em ebulição e forjou uma nova e moderna sociedade.

 

Lênin

Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido pelo pseudônimo Lenin[nt 1] (Simbirsk, 22 de abril [Calend. juliano: 10 de abril] de 1870 – Gorki, 21 de janeiro de 1924), foi um revolucionário, político e teórico. Serviu como chefe de governo da União Soviética desse a revolução até 1924. Influenciado pelo marxismo, seu pensamento teórico é conhecido como leninismo. Além de principal líder do Partido Bolchevique, Lênin foi o intelectual que articulou todo o processo de tomada do poder pelos comunistas em 1917. 

Nascido em uma família de classe média alta em Simbirsk, a execução de seu irmão em 1887 o aproximou do pensamento revolucionário. Graduado em direito, foi expulso da Universidade Imperial de Kazan por participar de protestos contra o regime czarista do Império Russo. Em 1893, mudou-se para São Petersburgo e se tornou uma importante figura do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR). Em 1887, foi preso por sedição e exilado para Shushenskoye por três anos, onde casou-se com Nadežda Krupskaja. Em 1903, assumiu um papel fundamental em uma fração ideológica do POSDR, líder da facção bolchevique contra os mencheviques de Julius Martov. Incentivou a insurreição durante a Revolução Russa de 1905 e mais tarde fez campanha para que a Primeira Guerra Mundial fosse transformada em uma revolução proletária em escala europeia, que ele acreditava que culminaria no colapso do capitalismo e sua substituição pelo socialismo. Depois que a Revolução de Fevereiro de 1917 derrubou o czar e estabeleceu um Governo Provisório, voltou à Rússia para desempenhar um papel de liderança na Revolução de Outubro, em que os bolcheviques derrubaram o novo regime.

Seu governo foi liderado pelos bolcheviques — agora renomeado Partido Comunista — com alguns poderes inicialmente também mantidos por sovietes eleitos. O novo governo chamou eleições para a Assembléia Constituinte e depois a aboliu, retirou-se da Primeira Guerra Mundial, assinando um tratado com as Potências Centrais, e concedeu a independência para as nações não russas sob seu controle. Redistribuiu a terra entre o campesinato e os bancos nacionalizados e a grande indústria. Exércitos anti-bolcheviques, estabelecidos por grupos de direita e de esquerda, foram derrotados na Guerra Civil Russa de 1917 a 1922. Respondendo à devastação durante a guerra, à fome e às revoltas populares, em 1921 promoveu o crescimento econômico através de um sistema econômico misto. Buscando promover a revolução mundial, o governo de Lenin criou a Internacional Comunista, travou a guerra Polaco-Soviética e uniu a Rússia com nações vizinhas para formar a União Soviética em 1922.

Amplamente considerado uma das figuras mais importantes e influentes do século XX, tornou-se a figura ideológica por trás do marxismo-leninismo e, assim, uma influência importante sobre o movimento comunista internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

A família Ulyanov no final do século XIX, com o pequeno Lênin, embaixo à direita.

Josef Stalin

 

 

Josef Vissarionovitch Stalin (Gori, 18 de dezembro de 1878 — Moscou, 5 de março de 1953), nascido Iossif Vissarionovitch Djugashvili, foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953, sendo assim o líder da União Soviética.

Sob a liderança de Stalin, a União Soviética desempenhou um papel decisivo na derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e passou a atingir o estatuto de superpotência, após rápida industrialização e melhoras nas condições sociais do povo soviético. Durante esse período, o país também expandiu seu território para um tamanho semelhante ao do antigo Império Russo. Apesar dos progressos e avanços conquistados, o regime de Stalin também é criticado por violações de direitos humanos, massacres, expurgos e execuções extra-judiciais de dissidentes.

Leia o trecho do informe político de João Amazonas apresentado ao 8º Congresso do Partido Comunista do Brasil, realizado em 1992, em que situa o papel de Stalin na conformação do socialismo soviético.

“Stálin, como o principal dirigente do PCUS e teórico marxista-leninista, tem responsabilidade no desastre sucedido com o socialismo na URSS.

Não foi ele quem deixou cair a bandeira revolucionária. Enquanto dirigiu o Partido e o Estado, os ideais da Revolução de 1917 sempre estiveram em lugar de destaque. Sobre os seus ombros, depois da morte de Lênin, recaía boa parte da tarefa histórica de dirigir a construção da nova vida. Defendeu o leninismo. (...)

Estadista de larga visão, neutralizou inimigos poderosos, desbravando caminhos para alianças amplas e necessárias. Jamais permitiu o isolamento da URSS. (...)

É necessário reconhecer esse papel de Stálin. Não se faz História ignorando fatos reais. Tanto mais que ele comandou com êxito a construção do socialismo na URSS, primeira grande experiência de transformação radical da sociedade humana.

Mas Stálin revelou também deficiências, cometeu erros, alguns graves, equivocou-se em questões importantes da luta de classes. Particularmente no fim da vida, exagerou seu papel de dirigente máximo. (...)

As debilidades ideológicas do Partido no enfrentamento com os revisionistas, em 1956-1957 – toda a velha guarda bolchevique deixou se envolver nas maquinações de Kruschev –, demonstram que Stálin não deu atenção suficiente, em especial a partir da década de 1940, à formação leninista e à luta ideológica, problemas-chave da luta de classes. (...) É verdade que sem uma direção firme e prestigiada, o Partido não cumpre a sua missão. Mas não pode prescindir, em suas decisões fundamentais, da opinião e da aprovação consciente do conjunto do Partido. Este, deve estar sempre armado ideológica e politicamente para não se deixar confundir com opiniões e medidas que se desviam da rota revolucionária, tal como aconteceu nos idos da metade do século.

(...) Com a burocratização do aparelho estatal e a excessiva centralização da atividade dirigente do Partido, Stálin concorreu para uma superposição do Partido ao Estado de tal modo que anulava, em boa parte, a atuação independente do Estado e de suas instituições.

A tese de Stálin de quanto mais avança a construção do socialismo, maior é o acirramento da luta de classes mostrou-se equivocada. Conduziu a repressões continuadas e possivelmente desnecessárias, com repercussão negativa na credibilidade do regime. (...)

Stálin acentuou principalmente o seu aspecto repressivo que, em certas ocasiões, é indispensável. Deu menor importância ao outro aspecto, ao essencial, que é o da argumentação, o da fundamentação política e teórica. (...)

Stálin deu contribuições valiosas no campo teórico, que merecem ser estudadas. Mas sua produção nesse terreno não acompanhou as exigências do desenvolvimento rápido da URSS. A sistematização da prática rica de ensinamentos da construção socialista não se fez. Stálin escreveu sobre linguística, sobre materialismo dialético e histórico, sobre problemas econômicos, repetindo corretamente as ideias marxistas acerca da passagem ao comunismo em termos abstratos. (...) Entretanto, o avanço da sociedade soviética, como tudo o que progride, tinha de apresentar questões originais a serem examinadas à luz da ciência social. (...)

A reação e os oportunistas atribuem a Stálin toda sorte de crimes. Falam de "modelo" stalinista, de "método" stalinista, de "concepção" stalinista, com o objetivo de desacreditarem o regime soviético. Pregam o ódio ao socialismo e ao Partido na figura de Stálin, explorando aspectos parciais negativos de sua atuação revolucionária. Pretendem dividir os comunistas entre stalinistas e não-stalinistas. Na verdade, a categoria stalinismo é forjada pelos inimigos de classe. O ataque ao stalinismo tem sido um artifício para manifestar oposição a certos conceitos básicos do socialismo, para introduzir ideias revisionistas. Fundamentalmente, esse ataque leva ao anticomunismo.

Rechaçamos a propaganda insidiosa da reação. Não somos stalinistas. Tampouco, somos antisstalinistas. Avaliamos a figura de Stálin no plano histórico. Ele esteve, juntamente com o Partido Bolchevique, à frente das grandes batalhas pela transformação radical do velho mundo capitalista. Nesses embates, a par dos méritos incontestáveis, mostrou falhas e deficiências, cometeu erros que prejudicaram a causa do proletariado.”

 
Delegação soviética ao acordo de Brest-Litovsk, 15/01/1918
Sentado, a partir da esquerda: Lev V. Kamenev, Adolff A. Joffe, Anastasia A. Bitzenko. De pé: V. V. Lipskiy, P. Stucka, Lev D.Trotsky, Lev M.Karakhan.
Tratado de Brest-Litovski (ou de Brest-Litovsk) foi um tratado de paz assinado entre o governo bolchevique russo e as Potências Centrais (Império Alemão, Império Austro-Húngaro, Bulgária e Império Otomano) em 3 de março de 1918, em Brest (antigamente Brest-Litovski), na atual Bielorrússia, pelo qual era reconhecida a saída do Império Russo da Primeira Guerra Mundial.

A retirada da Rússia da guerra foi um dos principais objetivos da Revolução Russa de 1917, e uma das prioridades do recém-criado governo bolchevique. A guerra tornara-se impopular entre o povo russo, devido às imensas perdas humanas (cerca de quatro milhões de mortos). Leon Trotsky, no exercício das relações exteriores do governo bolchevique, pressionou França e Reino Unido para que iniciassem em conjunto o processo de paz, encerrando a Primeira Guerra Mundial. Porém, sem obter resposta, ameaçou iniciar esse processo de forma solitária, o que de fato ocorreu.[1]

Os termos do Tratado de Brest-Litovski eram humilhantes, mesmo Lênin, defendendo a paz, a chamou de "paz vergonhosa". Através deste, a Rússia abria mão do controle sobre a Finlândia, Países Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), Polônia, Bielorrússia e Ucrânia, bem como dos distritos turcos de Ardaham e Kars, e do distrito georgiano de Batumi, antes sob seu domínio. Estes territórios continham um terço da população da Rússia, 50% de sua indústria e 90% de suas minas de carvão. [1]

A maior parte desses territórios tornar-se-iam, na prática, partes do Império Alemão, sob a tutela de reis e duques. Entretanto, a derrota da Alemanha na guerra, marcada pelo armistício com os países aliados em 11 de novembro, em Compiègne, permitiu que Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia se tornassem Estados verdadeiramente independentes, e os monarcas indicados tiveram que renunciar aos seus tronos. Por outro lado, a Bielorrússia e a Ucrânia envolveram-se na Guerra Civil Russa, e terminaram por serem novamente anexadas ao território russo, agora sob o nome de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

As negociações de paz tinham sido iniciadas em 22 de dezembro de 1917, uma semana após o armistício entre a Rússia e as Potências Centrais, em Brest-Litovsk.

 

Larisa Mikhailovna Reisner (1 maio de 1895 - 9 de fevereiro de 1926) foi uma escritora russa. Ela é mais conhecida por seus papéis de liderança ao lado dos bolcheviques na Guerra Civil Russa que se seguiu à Revolução de Outubro e por ser a esposa de Fyodor Raskolnikov e a amante de Karl Radek.

Após a Revolução de Fevereiro, Larisa começou a escrever para o papel de Maxim Gorky Novaya Zhizn (Vida Nova). Também participou do programa de reforma ortográfica do Governo Provisório, ministrando em clubes de trabalhadores e de marinheiros em Petrogrado. Após a revolução de outubro, Larisa trabalhou no Instituto Smolny com Anatoly Lunacharsky, catalogando tesouros de arte.

Ela se tornou membro do Partido Bolchevique em 1918, casando Fyodor Raskolnikov no verão daquele ano. Durante a Guerra Civil, ela era soldado e comissária política do Exército Vermelho. Durante 1919 serviu como o Comissário na Sede da Casa Naval em Moscou.

Larisa Reisner morreu em 9 de fevereiro de 1926, no Hospital do Kremlin, Moscou, de febre tifóide; Ela tinha 30 anos de idade.

 

Maxim Gorky, Nizhniy Novgorod, 1901, pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov (Nijni Nóvgorod, 28 de março de 1868 – Moscovo, 18 de junho de 1936), foi um escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo.
Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstoi, e a nova geração de escritores soviéticos.

A partir da frustrada tentativa contra sua vida, engaja-se na vida política, lê Marx e segue os passos de Lênin. Em 1890 é preso em Nijni-Nóvgorod, acusado de exercer atividades subversivas; pouco tempo depois, foi posto em liberdade e volta a viajar sem destino acompanhado de indigentes miseráveis.

Publica seu primeiro conto em 1892, intitulado Makar Tchudra, e, para desviar a atenção das autoridades, que o vigiavam, adota o pseudônimo Máximo Gorki, o que lhe facilitou um emprego no jornal de Samara, o Saramarskaia Gazieta. Assim, consegue grande alcance, tanto como jornalista quanto como escritor. Logo a seguir, Gorki aderiu novamente ao marxismo e militou em inúmeros grupos revolucionários, o que lhe resultou em mais uma temporada na prisão.

Após o sucesso de Ralé e Pequenos Burgueses, toma parte, em 1905, na primeira revolução que pretendia derrubar o Czar Nicolau II da Rússia, e após o fracasso da intentona, acabou preso por subversão na cadeia de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo. No ano seguinte, porém, com a ajuda de outros intelectuais e sob fortíssima pressão da comunidade internacional, as autoridades russas foram obrigadas a libertá-lo. Organiza, a seguir, o jornal Nóvaia Jizni (Vida Nova), mas é obrigado a abandonar a Rússia. Em 1908 escreve sua obra prima A Confissão, após passagens por EUA e Itália.

Com o início da Grande Guerra em 1914, Gorki retorna a Rússia, dirige um jornal mensal Liétopis (crônica). Acompanha a revolução sem entretanto ir ao front, e torna-se grande amigo de Lênin.

Em 1921 adoece gravemente dos pulmões e volta para a Itália, em busca de um clima melhor, permanecendo em Sorrento durante vários anos. Ali escreve Recordações sobre Lênin em 1924, Os Artamonov em 1925 e A vida de Klim Samgin em 1927-36. Apesar de sua amizade com Lênin, o escritor só retornou definitivamente à Rússia em 1928, quando então, Gorki decide estabelecer-se definitivamente na União Soviética, apesar de sua saúde precária, transformando-se de imediato na maior figura literária do regime comunista.

Escreve então Yegor Bolychov, retratando o fim da classe média por meio da história de um comerciante. Em 1933, funda com o apoio de Stálin, o Instituto de Literatura Máximo Gorki.

Ainda estava escrevendo A vida de Klim Samgin, quando morreu de pneumonia, em 18 de junho de 1936. Foi sepultado com todas as honras oficiais e seu féretro acompanhado por Stálin e Molotov. 

 

 
Vladimir Vladimirovitch Maiakovski (Baghdati, Império Russo, 19 de julho de 1893 - Moscou, Rússia, 14 de abril de 1930), também chamado de "o poeta da Revolução", foi um poeta, dramaturgo e teórico russo, frequentemente citado como um dos maiores poetas do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Eliot, bem como "o maior poeta do futurismo". 

Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo. Detido em duas ocasiões, foi solto por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na prisão. Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David Burliuk, que foi o grande incentivador de sua iniciação poética. Os dois amigos fizeram parte do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo, ao lado de Khlebnikov, Kamiênski e outros. [5]Foram expulsos da Escola de Belas Artes. Procurando difundir suas concepções artísticas, realizaram viagens pela Rússia.

Após a Revolução de Outubro, todo o grupo manifestou sua adesão ao novo regime. Durante a Guerra Civil, Mayakovsky se dedicou a desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início da consolidação do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc. Fundou em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social. 

Fez numerosas viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos. Entrou frequentemente em choque com os "burocratas" e com os que pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas. Foi homem de grandes paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo.

Oficialmente, suicidou-se com um tiro em 1930, sem que isto tivesse relação alguma com sua atividade literária e social. Tal fato tem sido questionado, pois na época o poeta estaria sendo pressionado pelos programas oficiais que desejavam instaurar uma literatura simplista e dita realista, dirigidos por MViatcheslav Molotov, que teria perseguido antigos poetas revolucionários como Maiakovski. 

 

Sergei Prokofiev

Considerado o maior compositor russo, no verão de 1917, já conhecido, compôs sua primeira sinfonia, a Sinfonia Clássica. Em 1918, ele estava determinado a deixar a Rússia, pelo menos temporariamente devido aos desdobramentos da 1a. Grande Guerra Mundial, percebendo nenhuma oportunidade para a música experimental. Em maio, mudou-se para os Estados Unidos, mas teve contato com bolcheviques como Anatoly Lunacharsky. Posteriormente, escreveu que o motivo era estritamente musical, e não uma oposição ao novo regime. No começo da década de 1930, ele começou a passar muito mais tempo na União Soviética. Compôs Lieutenant Kije, trilha sonora de um filme russo. Outro exemplo foi o balé Romeu e Julieta, para o Balé Kirov em Leningrado, que estreou somente em 1938, em Brno[1]. Atualmente, este é um dos trabalhos mais conhecidos de Prokofiev. Em 1935, Prokofiev voltou à União Soviética permanentemente. Na época, a política soviética referente a música havia mudado; uma agência havia sido criada para limitar a influência externa. Em 1938, Prokofiev colaborou com o cineasta russo Sergei Eisenstein no épico Alexander Nevsky. Em 1941, o compositor sofre o primeiro de uma série de ataques cardíacos, resultando numa piora gradual de saúde. Por causa da Segunda Guerra Mundial, ele foi periodicamente evacuado para o sul junto com outros artistas. A guerra inspirou Prokofiev a mais uma ópera, Guerra e Paz, com a qual ele trabalhou por dois anos, junto com mais uma trilha sonora para Sergei Eisenstein, dessa vez Ivan, o Terrível. Em 1944, Prokofiev se mudou para fora de Moscou, para compor sua quinta sinfonia (Op. 100) que tornou-se a mais popular delas. Após a guerra, o compositor ainda teve tempo para escrever sua sexta sinfonia e sua nona sonata para piano, antes do Partido mudar de opinião sobre sua música. As atenções pós-guerra estavam voltadas novamente a assuntos internos, e o governo estava regulando novamente a atividade dos artistas locais. Em 10 de fevereiro de 1948, uma resolução do Partido Comunista condenou supostas tendências antidemocráticas na música. A música de Prokofiev agora era vista como um exemplo do formalismo, um perigo para o povo soviético. Em 20 de fevereiro, sua esposa Lina foi presa por espionagem, ao tentar enviar dinheiro para sua mãe na Catalunha. Lina foi sentenciada a vinte anos, mas foi solta após a morte de Stalin em 1953, deixando a União Soviética. Seus últimos projetos de ópera foram rapidamente cancelados pelo Teatro Kirov. Aos 61 anos, Prokofiev morreu em 5 de março de 1953, no mesmo dia que Stalin. Ele viveu próximo à Praça Vermelha, e por três dias, a multidão que se despedia de Stalin impossibilitou a retirada do corpo de Prokofiev para o serviço funerário. No funeral, não havia flores nem músicos, todos reservados ao funeral do líder soviético.

 

Mikhail Nikolayevich Tukhachevsky (16 de fevereiro de 1893 — 12 de junho de 1937) foi um comandante militar soviético e chefe do Exército Vermelho. Foi um dos vários comandantes do Exército Vermelho acusado de colaborar com os nazistas durante o Grande Expurgo, sendo condenado e executado pelos Processos de Moscou. Marshal Tukhachevsky foi reabilitado pelo novo líder soviético Nikita Khrushchev, durante o 22º Congresso do partido em outubro de 1961.[1]

 

Félix Edmundovich Dzerjinsky (30 de agosto de 1877 — 20 de julho de 1926), apelidado Félix de Ferro, foi um político soviético nascido na Polônia. Comunista polonês, foi fundador da Cheka (Chrezvichainaia Komissiia), a primeira polícia secreta da União Soviética, em 1917.[1] Foi um dos fundadores do Partido Social Democrata na Polônia em 1900. Passou a maior parte da sua vida preso por suas atividades revolucionárias. Em março de 1917, após uma prisão de cinco anos, ao se ver livre, seu primeiro ato foi filiar-se ao Partido Bolchevique. Desde a adolescência ligado a movimentos revolucionários na Polônia, era tido por seus companheiros como disciplinado, abnegado e incorruptível. É atribuída a ele a seguinte frase: "Um membro da Tcheka deve ter a cabeça fria, o coração quente e as mãos limpas."

 

Inessa Fyodorovna Armand (nascida Elisabeth-Inès Stéphane d'Herbenville, 8 de maio de 1874 - 24 de setembro de 1920) foi uma política comunista franco-russa, membro dos bolcheviques e feministas que passou a maior parte de sua vida na Rússia. Armand, sendo uma figura importante no movimento comunista russo pré-revolucionário e nos primeiros dias da era comunista, tinha sido quase esquecida por muito tempo até a abertura parcial de Arquivos soviéticos durante a década de 1990. Dizem as más línguas que ela teve um romance com o líder soviético, Vladimir Lênin. O historiador Michael Pearson escreveu sobre ela: "Ela devia ajudá-lo (Lenin) a recuperar sua posição e aperfeiçoar os bolcheviques em uma força que adquiriria mais poder do que o czar e, em 1919, se tornaria a mulher mais poderosa de Moscou".

 

Dmítriy Dmítriyevich Shostakóvich (São Petersburgo, 25 de setembro de 1906 – Moscou, 9 de agosto de 1975) foi um compositor russo e um dos mais célebres compositores do século XX.

Shostakovich ganhou fama na União Soviética graças ao mecenato de Mikhail Tukhachevsky, chefe de pessoal de Leon Trotsky, tendo mais tarde uma complexa e difícil relação com a burocracia stalinista. Sua música foi oficialmente denunciada duas vezes, em 1936 e 1948, e foi periodicamente banida. Não obstante, ele recebeu alguns prêmios e condecorações estatais e serviu na Soviete Supremo da União Soviética. Apesar das controvérsias oficiais, seus trabalhos eram populares e bem recebidos pelo público.

 

O condecorado piloto militar Vasily Vishnyakov
O primeiro piloto de baixa patente a receber todas as condecorações máximas da aeronáutica russa. Nascido em 24 de janeiro de 1889, era um homem de pouca formação. Em abril de 1915, compunha o 32º Esquadrão do corpo na qual serviu até o fim da Primeira Grande Guerra. Durante a Guerra Civil, ele lutou na Força Aérea do Exército Vermelha. Em 1932, depois de sua dispensa ele viveu na sua aldeia natal de Sorokino, organizando os camponeses, onde ocupou cargos de liderança e fez parte do conselho da aldeia. Ele foi morto em abril de 1947, sob circunstâncias misteriosas.

 

 

Grigori Rasputin, Bispo Hermogen e Hieromonk Iliodor em Tsaritsyn, 1909
Grigoriy Yefimovich Rasputin (Pokrovskoie, 22 de janeiro de 1869 – São Petersburgo, 30 de dezembro de 1916) foi um místico russo, figura politicamente influente no final do período czarista e um amigo de confiança da família de Nicolau II, o último czar da Rússia. Ele se tornou uma figura influente em São Petersburgo, especialmente depois de agosto de 1915, quando Nicholas assumiu o comando da frente do exército. Há muita incerteza sobre a vida de Rasputin e o grau de influência que ele exerceu sobre o tímido e indeciso Czar e Alexandra Feodorovna, sua esposa nervosa e deprimida. Enquanto sua influência e posição podem ter sido exageradas, ele havia se tornado sinônimo de poder, devassidão e luxúria. Sua presença desempenhou um papel significativo no aumento da impopularidade do casal imperial às vésperas da Revolução Russa.

 

General Sergey Belyaev 
Professor da Academia Militar, Sergei Timofeyevich Belyaev nasceu em 1867. Ele começou o serviço militar em 1884 cadete Mikhailovsky Escola de Artilharia. Ocupando um número de posições sucessivamente responsáveis ??do antigo exército, t. Belyaev com uma energia extraordinária e amo estudar artilharia.

ST não pertencem ao tipo de especialistas de artilharia, que fechou seus horizontes estreitos limites de sua especialidade. Ele foi o primeiro no Exército russo percebeu a necessidade de estrita interação artilharia coordenada com outros ramos das forças armadas e escreveu os primeiros táticas de artilharia, o que especificamente e claramente definidos a tarefa de artilharia em combate e métodos para resolvê-los.

Quando veio a Grande Revolução de Outubro, Belyaev tinha saído do campo dos inimigos da classe trabalhadora, direta foi para o serviço do Exército Vermelho. C. T .. serviu no Exército Vermelho é um número de posições importantes: ele era um inspector do distrito de Moscou de artilharia, um membro da equipe editorial técnico-militar, um membro permanente da artilharia legal: a comissão e assim por diante.

Com a morte do camarada. Belyaeva deixou o palco um dos melhores artilheiros russos. Sua morte é uma perda irreparável para a Academia Militar e do Exército Vermelho.

 

Nicholas II, o último imperador da Rússia