Especiais - EXPOSIÇÃO 95 anos - Democracia é indispensável ao Brasil, O PCdoB é indispensável à democracia

OS COMUNISTAS NA LUTA CONTRA A DITADURA

Cezar Xavier Publicado em 02.03.2017

Em 1o. de abril de 1964, um golpe militar depôs o presidente João Goulart. O PCdoB teve participação destacada - nas ruas, e, às vezes, de armas nas mãos - no combate à ditadura que se seguiu. Por essa luta, o Partido pagaria um alto preço: é a organização com mais mortos e desaparecidos no regime de 1964.

Painel original da exposição

LIÇÕES DO GOLPE

Logo após o golpe, várias lideranças comunistas são presas e o Partido cai na clandestinidade. Em face das novas condições políticas, em agosto de 1964 o PCdoB faz autocrítica pelos erros cometidos durante o governo Jango, especialmente a postura oposicionista. No documento O golpe de 1964 e seus ensinamentos, apregoa a constituição de uma ampla frente política contra a ditadura. 

RESISTÊNCIA NAS CIDADES E NO CAMPO

Com a promulgação do chamado AI-5 (1968), a ditadura radicaliza no uso da violência. Setores da oposição recorrem à luta armada. O PCdoB protagoniza, no sul do Pará, a Guerrilha do Araguaia (1972-1974) - principal movimento de resistência armada à ditadura. Com a descoberta das atividades de preparação da Guerrilha, acirra-se a repressão ao Partido nas cidades. Entre 1972 e 1973 são presos, torturados e assassinados inúmeros dirigentes - entre eles Lincoln Oest, Carlos Danielli, Luiz Guilhardini e Lincoln Bicalho Roque.

 

Foto abaixo: Na primeira metade da década de 1970 inúmeros dirigentes do PCdoB foram presos, torturados e assassinados - entre eles (da esq para a dir) Lincoln bicalho Roque, Ruy Frazão, Armando Frutuoso, Joel Vasconcelos, (embaixo) Lincoln Oest, Carlos Danielli e Luiz Guilardini.

AÇÃO POPULAR (AP) INGRESSA NO PCdoB

A postura corajosa do PCdoB frente à ditadura atraiu ao Partido diversos contingentes militantes. Vindos do PC Brasileiro ingressam no PCdoB, a partir de 1965, o Comitê Regional dos Marítimos e a Maioria Revolucionária do Comitê Regional da Guanabara. Em 1973, com a incorporação da Ação Popular (AP) - uma das principais organizações do período, oriunda da esquerda católica -, o PCdoB ganha importante reforço político e de massas.  

A CHACINA DA LAPA

Em 16 de dezembro de 1976, a ditadura localiza a casa onde se reunia o Comitê Central do PCdoB no bairro da Lapa, em São Paulo. O local é metralhado e os dirigentes Pedro Pomar e Ângelo Arroyo são assassinados. Outros são presos e torturados. João Batista Drummond morre nas dependências do DOI-Codi. 

A 7a. CONFERÊNCIA

Após a Chacina da Lapa, o núcleo de direção do PCdoB teve de se exilar e passou a viver no exterior. Uma direção provisória - composta por João Amazonas, Renato Rabelo, Diógenes Arruda e Dynéas Aguiar -, inicia o processo de reorganização do Partido. Esta teria como marco a 7a. Conferência Nacional, realizada entre 1978 e 1979. Ela analisa as novas condições políticas e aponta para uma ofensiva final contra a ditadura.