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Nota: 30 anos da morte de Paulo Fonteles

Luciana Santos Publicado em 14.06.2017

Na passagem dos trinta anos do assassinato de Paulo Fonteles no estado do Pará, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao qual ele pertencia, reverencia sua memória e registra seu legado como exemplo para a luta em defesa das causas populares.

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Trinta anos da morte de Paulo Fonteles

Na passagem dos trinta anos do assassinato de Paulo Fonteles no estado do Pará, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao qual ele pertencia, reverencia sua memória e registra seu legado como exemplo para a luta em defesa das causas populares. Advogado, deputado estadual e defensor destemido dos interesses do povo, deu a vida, literalmente, pelo ideal de justiça e liberdade. Atuando na região onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, foi vítima das balas do latifúndio, assim como muitos outros que, como ele, se comoviam com a situação de brutal exploração dos camponeses do Sul do Pará.

Paulo Fonteles iniciou cedo sua caminhada, militando no movimento estudantil contra a ditadura militar. Esteve à frente do povo paraense que foi às ruas para ajudar a derrubar o regime dos generais golpistas, participando da organização das memoráveis jornadas democráticas do início dos anos 1980. Como parlamentar, pôs o mandato a serviço do ideal popular, honrando o posto de representante comunista na Assembleia Legislativa do estado do Pará. Ao mesmo tempo, tomou iniciativas importantes para a defesa dos direitos humanos e para o despertar das consciências por uma nova sociedade socialista.

Sua constante presença no palco em que os guerrilheiros do PCdoB combateram a tirania de armas na mão contribuiu enormemente para a preservação na memória e na consciência do povo local do ideal democrático. A continuidade da presença de um abnegado comunista no Araguaia certamente fortaleceu o legado da Guerrilha e abriu novos horizontes num momento crucial do combate ao ciclo autoritário iniciado em 1964. Mesmo enfrentando as ameaças do governo e a truculência do latifúndio, Paulo Fonteles demonstrou ao povo da região que o sangue derramado pelos guerrilheiros não foi em vão.  

Ao reverenciar a trajetória e a memória de Paulo Fonteles, o PCdoB lembra que em sua bandeira está inscrito seu ideal e o de tantos outros mártires do povo. Nesses tempos de regressão democrática e civilizatória, seu exemplo deve ser ressaltado como alento para o combate a mais um ciclo de obscurantismo na história brasileira. Sua coragem militante e sua sólida convicção ideológica são valores que caracterizam os militantes comunistas — os imprescindíveis de que falava Bertold Brecht. Numa definição, ele contribuiu muito para engrandecer o PCdoB e a luta do povo.

Viva a memória e a luta de Paulo Fonteles!

Luciana Santos é deputada federal e presidente nacional do PCdoB.