Notícias

Rússia pede repúdio à tentativa de reescrever história da 2ª Guerra

Prensa Latina Publicado em 13.07.2017

A Chancelaria russa fez hoje um chamado a comunidade internacional a expressar o devido repúdio às tentativas da Otan de reescrever a história da 2ª Guerra Mundial, ao pintar como heróis antigos membros do exército nazista.

 OTAN quer recontar a história da 2ª Guerra Mundial

A porta-voz da instituição, María Zajarova, exigiu repulsa mundial a um vídeo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), onde um grupo armado contrário ao poder soviético e formado em grande parte por ex-membros das SS figura como herói.

O vídeo afirma que os chamados “Irmãos do bosque”, que enfrentaram autoridades soviéticas entre 1944 e 1953, lutaram só pela independência da Estônia, Letônia e Lituânia e tinham amplo apoio de sua população. Seu espírito se mantém nas forças especiais desses três países nestes momentos, diz o texto que acompanha o material fílmico.

“Lembro que no passado ano, quando houve um debate sobre se podia ser montada uma balada com base no tema do Holocausto. Apelamos a que agora essas mesmas pessoas não fiquem indiferentes perante a necessidade de ver com respeito as páginas trágicas da história e recusarem tão repugnante ação da aliança atlântica”, comentou a porta-voz.

“Espero que seja desnecessário lembrar os assassinatos em massa dos quais participaram muitos dos integrantes do ‘Irmãos do bosque’”, afirmou Zajarova em sua conta do Facebook.

Ontem, a representação da Rússia na aliança atlântica considerou esse material fílmico como uma nova tentativa de reescrever a história para colocá-la em sintonia com processos políticos nas ex-repúblicas socialistas do Báltico, onde prolifera o neofascismo e o nacionalismo.

Moscou denunciou em várias ocasiões as reiteradas tentativas da Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia, além de outras nações europeias, de tentar levar a cabo uma revisão da história para justificar políticas discriminatórias contra a minoria russa nesses países.

Nos últimos tempos, têm se tornado mais frequentes nesses estados os atos de profanação de monumentos ao exército soviético, que libertou os países da Europa do leste da ocupação e extermínio do nazismo alemão.

Além disso, na Polônia o governo aprovou leis para proibir os símbolos soviéticos e prevê um plano para retirar todos os monumentos dedicados aos libertadores do Exército Vermelho.