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Terceiro debate destaca o papel dos trabalhadores na revolução russa

Luana Bonone Publicado em 08.08.2017

O terceiro encontro do Ciclo de Debates sobre os 100 anos da revolução russa – Legados e Lições -, realizado no dia 7 de agosto, na UERJ, debateu o papel dos trabalhadores no que foi a primeira revolução socialista. O debate que foi coordenado pelo professor Marcos Antonio Costa contou com o economista Carlos Alberto Lima (Carlão) e a professora da UFRRJ, Flávia Braga Vieira.

Foto: Luana Bonone

Inicialmente, Carlos Lima destacou a luta dos trabalhadores na construção de uma nova sociedade na Rússia e resgatou os conceitos de Marx sobre o Estado e a questão do antagonismo entre as classes. Também falou do período pós-revolução, com o ‘comunismo de guerra’ e a Nova Política Econômica (NEP) a partir de 1921, com mudanças na economia para que o país se recuperasse por conta do período de guerra civil. Por fim, relacionou a vitória dos trabalhadores russos e o reflexo deste acontecimento no Brasil com o avanço do movimento sindical.

A professora Flávia Vieira falou sobre a importância dos sovietes, criados em 1905 e organizados pelos trabalhadores, sendo determinante para o processo revolucionário russo. Em 1917, havia cerca de 520 sovietes, sendo o maior deles o de Petrogrado.

Segundo a professora, antes mesmo da revolução de outubro, os sovietes e os comitês de fábrica já tinham um papel destacado. Estes conselhos decidiram medidas, por exemplo, de redução da jornada de trabalho e a ocupação das fábricas abandonadas.

O debate completo pode ser assistido em: https://www.facebook.com/pcdobrio

O ciclo de debates é organizado pela Fundação Maurício Grabois, PCdoB e o Cebrapaz. O último encontro será no dia 07/11, com o tema Legados e Lições dos 100 anos da Revolução Russa, com o professor Luís Fernandes e o presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo.