Notícias

Repúdio à invasão da PF na UFMG

Redação Publicado em 06.12.2017

A seção mineira da Fundação Maurício Grabois emitiu nota em que expressa indignação com condução coercitiva de reitores da UFMG para investigação da construção do Memorial da Anistia do Brasil.

Foto: Professores da UFMG protestam em frente a sede da Polícia Federal

Nota da Fundação Maurício Grabois - Minas Gerais sobre a ação da PF na UFMG

A Fundação Maurício Grabois Minas vem a público registar indignação com ação ostensiva da polícia federal hoje (06/12) pela manhã na Universidade Federal de Minas Gerais.

Pela imprensa foi divulgado que a PF investiga a construção do Memorial da Anistia do Brasil. Os atuais reitor e vice-reitora e seus antecessores das últimas duas gestões foram conduzidos coercitivamente.

Tal ação desrespeita as garantias constitucionais e o devido processo legal, pois a condução coercitiva é um instituto excepcional que só se justifica quando esgotadas as tentativas regulares de colheita da prova, além de não ter sido permitido aos advogados o acesso ao processo, violando os princípios da ampla defesa e do contraditório. A ação aparenta ter motivações políticas por realizar a condução coercitiva desnecessária e por provocar a espetacularização da operação como mecanismo extralegal.

O avanço do Estado de Exceção acontece a olhos vistos e deve encontrar a maior e firme resistência de todo campo progressista e de todos defensores da democracia brasileira.

Nos posicionamos ao lado da comunidade da UFMG em apoio à essa instituição tão relevante para o Brasil. Esse tipo de ação da Polícia Federal é mais um ato de arbítrio.

Essa noite escura há de acabar. O Povo brasileiro há de vencer.