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Notas rápidas internacionais 04/05/18             

Ana Prestes Publicado em 04.05.2018

EUA, Venezuela, Irã, Argentina, Coreia do Norte, China, Síria, Egito, Marrocos, Argélia, Rússia, Polônia, Hungria, Itália, México, Cuba, Israel, Suécia.

Russia reduz gastos militares, o que pode afetar operações.

- Porta-voz do vice-presidente americano, Mike Pence, informou ontem (3) que ele não virá mais ao Brasil no mês de maio como estava previsto. Pence já esteve em vários países da América do Sul. 

- Ainda esta semana, durante evento de posse do novo embaixador dos EUA na OEA (Carlos Trujillo), Mike Pence disse que sua prioridade é trabalhar pela liberdade de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

- A OEA deve ter sua Assembleia Geral em Washington nos dias 4 e 5 de junho e a Venezuela está na pauta. 

- Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez apelo nesta quinta (3) ao presidente dos EUA para não desistir do acordo nuclear do Irã pelo perigo de uma guerra iminente que o rompimento provocaria.

- Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que EUA já violaram o acordo nuclear de 2015 impedindo que empresas negociem com o Irã. 

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- Argentina vive a maior disparada do dólar dos últimos tempos. O dólar chegou a 23 pesos. Nem mesmo a intervenção do Banco Central (independente) conseguiu conter a alta. Houve reunião de urgência da equipe econômica na Casa Rosada. 

- Na Venezuela, 11 executivos de um dos maiores bancos privados do país, o Banesco, foram presos por “ataques” contra a moeda do país. 

- Também na Venezuela, a coalização de oposição MUD (Mesa da Unidade Democrática) ratificou ontem (3) a continuidade de sua linha abstencionista para as eleições do dia 20 de maio. Delsa Solórzano, do partido Um Novo Tempo (UNT), que foi a porta-voz da comunicação, disse também que aqueles membros do MUD que apoiarem o oposicionista Henri Falcón, candidato à presidência contra Maduro, serão auto-excluídos da frente. Ao final do comunicado, no entanto, o grupo disse que aceitaria participar das eleições se elas fossem adiadas para dezembro de 2018. Possibilidade descartada, também ontem (3) por Tibisay Lucena presidente do Comitê Nacional Eleitoral. 

- Trump faz propaganda via Twitter de que está prestes a conseguir a libertação de norte-americanos detidos na Coreia do Norte. Coisa que seus antecessores não conseguiram, se gaba ele.

- Delegação dos EUA chegou à Pequim nesta quinta (3) para negociar tarifas comerciais.

- Governo da Síria consegue liberar redutos de rebeldes armados nas cidades em Houla, Rastan e Talbiseh, ao norte de Homs (terceira maior cidade do país). O acordo foi de que os rebeldes, agora desarmados, serão deslocados para uma região ao nordeste do país. A negociação foi mediada pelos russos. 

- Ministro da Defesa do Egito disse ontem (3) ser possível que tropas militares americanas na Síria sejam substituídas por militares árabes. 

- Marrocos rompeu relações diplomáticas com o Irã no último primeiro de maio por dispor de “provas irrefutáveis e detalhadas” de que o Irã, através do Hezbollah teria “financiado, armado e formado” integrantes militares da Frente Polisario (de defesa da independência do Sahara Ocidental). A Argélia seria o local dos treinamentos.

- Ministro de Assuntos Exteriores da Argélia convocou embaixador do Marrocos em Argel para comunicar insatisfação com as acusações marroquinas contra Irã e Argélia.

- Pela primeira vez em duas décadas, a Rússia reduziu seus gastos militares. A Rússia é hoje o quarto país em gastos militares, atrás de EUA, China e Arábia Saudita.

- Só a Rússia é capaz de evitar uma guerra entre Irã e Israel, diz artigo do NYT.

- Polônia e Hungria podem sofrer sanções políticas e econômicas (orçamento da Comissão Europeia 2021-2027) por não respeitarem as regras do bloco quanto ao funcionamento de um estado de direito. Ambos enfrentam crises internas com o judiciário.

- Presidente da Itália, Sergio Mattarella, convocou para o dia 7 de maio uma nova rodada de negociações para debater a formação do novo governo. Já passaram 7 semanas das eleições. Aumenta pressão pela convocação de novas eleições.

- Novos integrantes da caravana de migrantes da América Central que saiu há dois meses do sul do México chegaram à fronteira dos EUA. 

 

 

- Mulheres crescem na nova cena política cubana. Dos cinco vice-presidentes do Conselho de Estado presidido por Díaz-Canel, três são mulheres. Do pleno do conselho, 12 de 23 são mulheres. Uma das vices, Gladys Portela, é a Controladora Geral da República. Das 15 Assembleias Estaduais, 8 serão presididas por mulheres. Dos 605 membros da Assembleia Nacional, 322 são mulheres. 

- Dareen Tatour, uma poetisa árabe-israelita, foi condenada a prisão domiciliar por incitação à violência em um tribunal de Israel por poemas seus publicados na internet, em postagens que tratam dos recentes conflitos na Faixa de Gaza. Mais de 150 personalidades do mundo da literatura apelam por sua libertação.

 

 

- Acusações por abusos sexuais chegaram ao comitê do prêmio Nobel de literatura. Um total de 18 mulheres, da academia sueca do Nobel, fizeram denúncias por agressão e estupro contra Jean-Claude Arnaut, dramaturgo francês que participa da seleção e posteriores atividades de leitura dos textos dos premiados. A premiação desse ano foi cancelada. Os outros prêmios Nobel continuarão sendo ofertados.