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O mundo em uma semana

Ana Prestes Publicado em 04.05.2018

Confira o resumo semanal das notícias que dominaram o noticiário internacional.

Esta semana chegamos ao mês de maio e no tradicional 1º de maio, dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A data foi comemorada em todo o mundo com destaque para as manifestações francesas. Segundo o Ministério do Interior francês foram 143.500 pessoas mobilizadas, a Confederação Geral de Trabalhadores falou em 210 mil manifestantes. O líder da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, lamentou os atos de violência provocados dentro da marcha em Paris, “insuportável violência contra a manifestação do primeiro de maio. Sem dúvida, bandos de extrema-direita”, disse ele.

Outro destaque da semana foi o aumento da tensão entre Israel e Irã após as declarações do primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu de que o Irã estaria realizando programa nuclear secreto. A declaração veio na esteira dos pronunciamentos de Donald Trump de que os EUA deverão deixar o acordo nuclear de 2015, conduzido por seu antecessor Obama e pactuado ainda com China, França, Rússia, Reino Unido e Alemanha. O acordo histórico, na época foi comparado com o acordo de Camp David (1978) que selou a paz entre Egito e Israel ou o acordo entre EUA e China de 1972, que reconciliou os dois países.

 

Lula e Celso Amorim foram predecessores da aproximação do ocidente com o Irã e ajudaram o Governo dos EUA a iniciarem as bases da negociação para um acordo nuclear. Um recuo no acordo seria temerário neste momento de profunda tensão mundial, em um contexto de aproximação entre EUA, Israel e Árabia Saudita, apoiados por França e Reino Unido, com posições bastante críticas e belicistas em relação às assumidas por Rússia, Irã e em parte a Turquia, que contam com o trunfo de estar dando cabo da guerra na Síria.

Na América Latina a semana termina com uma situação mais controlada na Nicarágua, aumento da tensão eleitoral na Venezuela que tem eleições marcadas para daqui duas semanas e a disparada do dólar na Argentina. Apesar de Macri ter um relativo controle do país, com a vitória das eleições legislativas de outubro (2017) e uma oposição dividida, a economia vai se tornando um fantasma do governo, com inflação e dólar difíceis de controlar.