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Notas rápidas internacionais 05/06/18          

Ana Prestes Publicado em 05.06.2018

Argentina, Israel, EUA, Venezuela, Nicarágua, Brasil, África do Sul, Coreia do Norte, China, Guatemala, Irã, Rússia, Ucrãnia, Irã, Espanha, Jordânia.

Segundo inteligência naval dos EUA, China já tem frota naval armada maior e deve dobrar em breve no comparativo com as defesas maritmas americanas.

- Milhares de mulheres argentinas marcharam ontem contra o feminicídio e por aborto seguro, gratuito e legal. Um projeto de lei que trata o aborto legal até a 14ª semana de gestação está sendo discutido no parlamento argentino.

- Também na Argentina está se preparando uma manifestação para o próximo dia 7 de junho com a chamada “Não seja Cúmplice do Genocídio contra o Povo Palestino” contra a partida amistosa de futebol entre a seleção da Argentina e a de Israel, marcada para o próximo dia 9 em Jerusalém.

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- Desde ontem (4), acontece em Washington, nos EUA, a 48ª Assembleia-Geral da OEA. Este ano a entidade, que é a mais antiga organização regional do mundo, celebra seus 70 anos. Chanceler Aloyisio Nunes lidera a delegação brasileira. Pauta mais quente do encontro é a situação da Venezuela. A gestão de Donald Trump tem feito da OEA um dos instrumentos de desestabilização do governo venezuelano. Sete países já se pronunciaram na reunião pedindo a suspensão da Venezuela, entre eles o Brasil (Argentina, Canadá, Chile, EUA, México e Peru). A situação da Nicarágua também será tratada com destaque.

- Foi anunciado ontem (4), pela porta-voz de Mike Pence, vice-presidente dos EUA, que este viajará ao Brasil no final de junho para tratar prioritariamente da questão dos refugiados da Venezuela.

- O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU se pronunciou e pediu ao Governo dos EUA que interrompa imediatamente a prática de separar as crianças filhas de imigrantes ilegais da América Central. A representante da ONU, Ravina Shamdasani, afirmou que trata-se de violação grave dos direitos da criança o ato de separar famílias e deter menores de idade e ainda lembrou que os EUA são o único país que ainda não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças.

- Artigo de Paul Krugman no New York Times aborda a guerra comercial promovida por Trump. O economista expõe de forma bastante clara como o atual governo usa a política de segurança nacional para promover desastres na política externa e impor seus caprichos comerciais a um grande espectro de países do mundo, que começam a se articular em resposta aos ataques tarifários.

- MRE e MDIC emitiram nota sobre taxação do aço e alumínio brasileiros pelos EUA. As novas restrições passam a valer a partir de 1º de junho. As exportações de aço estarão sujeitas a cotas baseadas na média dos últimos três anos e as exportações de alumínio estarão sujeitas a sobretaxa de 10% sobre as tarifas atualmente em vigor. A medida é altamente prejudicial para o setor exportador brasileiro.

- Brasil foi representado pelo embaixador Marcos Galvão, secretário-geral de Relações Exteriores, na Reunião dos Ministros de Relações Exteriores do BRICS ontem (4) em Pretória, na África do Sul.

- Na véspera do encontro com Donald Trump, presidente Kim Jong-un muda a cúpula das Forças Armadas norte-coreanas. Foram substituídos o chefe da Defesa, o comando maior das Forças Armadas e o comando político da defesa.

- O encontro entre Kim e Trump já tem data, local e horário. Será em Cingapura, em uma região central da cidade-Estado, possivelmente um hotel, às 9h do dia 12 de junho.

- Imprensa norte-americana comenta um relatório de 64 páginas, apresentado ao Congresso americano, preparado por um ex-diretor de inteligência da Sexta Frota dos EUA em que se apresenta um estudo sobre o desenvolvimento da armada marítima chinesa. Em um futuro não muito distante, segundo comentadores do relatório, a China terá uma marinha duas vezes maior que a dos EUA. Alguns dados divulgados: chineses contam com 330 navios e 66 submarinos, enquanto os americanos tem 211 navios e 72 submarinos. Até 2030, a China pretende ter 450 navios e 99 submarinos, enquanto os EUA terão ao todo 355 embarcações.

- Pelo menos 69 pessoas morreram na Guatemala, segundo dados desta terça (5), após a violenta erupção do vulcão Fuego. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram afetadas, há desaparecidos e muitos deslocados de seu local de moradia.

- Primeiro ministro israelense mantém ofensiva política na Europa, para convencer Alemanha, França e Reino Unido a deixarem o acordo nuclear com o Irã de 2015. Ele apresenta um documento em que diz provar que o Irã continuou desenvolvendo seu programa nuclear à revelia do acordo.

- Sobre o caso do jornalista russo que participou de uma farsa que forjava sua morte para acusar o Governo Russo de perseguição, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, se pronunciou e defendeu a simulação por esta ter permitido frustrar uma tentativa de assassinato real contra o jornalista. Segundo Poroshenko, em entrevista ao El Pais, “se queremos proteger a liberdade de imprensa, se queremos proteger os jornalistas, devemos utilizar este tipo de técnica”. O governo russo se pronunciou quando revelada a farsa dizendo que a Ucrânia é mesmo um país muito perigoso para jornalistas.

- Ministério das Relações Exteriores da Rússia se manifestou sobre o que qualificou de interferências externas que a Nicarágua vem sofrendo nas últimas semanas. Ao expressar suas condolências com relação aos mortos dos conflitos, o Governo Russo disse em informe que “o que está ocorrendo no país centro-americano é assunto puramente interno e advertimos contra as intenções destrutivas externas de interferir na situação”.

- Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, informou que o país pode anunciar uma decisão ainda nesta terça (5) à Agencia Internacional de Energia Atômica de que irá aumentar sua capacidade de produção de hexafluoreto de urânio, matéria prima para o enriquecimento do urânio.

- O Podemos espanhol ajudou o PSOE na derrubada de Mariano Rajoy na última semana, mas não deve compor o governo, segundo anunciou a vice-secretária-geral do PSOE, Adriana Lastra, no dia de ontem (4). PSOE e Podemos são rivais na liderança da esquerda espanhola.

- Após vários dias de manifestação na capital Amã, a Jordânia está sem primeiro-ministro que renunciou por não suportar as pressões de um lado do FMI por reformas e do outro da população contra as medidas de ajuste e austeridade. As manifestações da população continuam mesmo após a queda do primeiro ministro.