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Notas internacionais 19/06/18

Ana Prestes Publicado em 19.06.2018

Turquia, Líbano, Paraguai, Venezuela, Ucrânia, Rússia, Alemanha, EUA, Guatemala, Japão, Coreia do Norte, China, Coreia do Sul, Indonésia, Equador, Argentina, Nicarágua, Cuba, Porto Rico.

Sob acusação frívola, ex-presidente afael Correa sofre perseguição judiciária (lawfare) no Equador.

- Foi divulgado o relatório Tendências Globais da ACNUR. Ao final de 2017, o mundo tinha 68,5 milhões de pessoas fora de suas regiões, entre deslocados internos (dentro de seus países) e refugiados em outros países. Este é o maior número em 7 décadas. Em 2017 foram 2,9 milhões de pessoas refugiadas, maior número em um único ano. Amanhã, 20 de junho, é o dia mundial dos refugiados. Países com maior número de refugiados hoje: Palestina, Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Turquia e Líbano lideram os países que mais recebem refugiados.

- Ocorreu ontem (18) em Assunção, no Paraguai, a reunião de Cúpula do Mercosul. O grande ausente foi Maurício Macri, presidente da Argentina, um dos maiores entusiastas da renovação do bloco e da expulsão da Venezuela deste. Agora, ele se vê envolvido em uma crise econômica em seu país que o impede de atuar como o líder que quis ser para a região. Tampouco seu ministro da economia participou da reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul (CMC) que ocorreu na véspera da cúpula, domingo (17). A Venezuela também não participou por estar suspensa do bloco desde agosto de 2017. A Bolívia - que ainda não é considerada estado-parte do bloco e sim estado associado em processo de adesão - participou com seu vice-presidente, Álvaro García Linera. Houve notas específicas do bloco sobre a Venezuela e a Nicarágua. Tratou-se da negociação do acordo comercial com a UE, que perdura há anos e da aproximação com a Aliança Pacífico, com reunião prevista para julho, entre os dois blocos, em Puerto Vallarta, no México. A presidência pró-tempore agora está com o Uruguai.

- Venezuela não participou da Cúpula oficial do Mercosul, mas está participando na Cumbre de los Pueblos com partido (PSUV) e movimentos sociais. O encontro ocorre paralelamente à cúpula dos chefes de Estado no Paraguai.

- Em uma demonstração de apoio à Ucrânia, a União Europeia, renovou, nesta segunda (18), as sanções contra a Rússia pelo que consideram a anexação da Criméia pelo país em 2014 e violação das leis internacionais. Lembre-se que a Criméia realizou referendo em 16 de março de 2014 para perguntar à população se queria se juntar formalmente à Federação Russa. Com a aprovação da população, foi feita uma declaração unilateral de independência da Ucrânia pelo parlamento da Crimeia. A Crimeia tem maioria da população de etnia russa e o russo é a língua dominante. A história da península da Crimeia data de 7 mil anos e começou a ser povoada por tribos russas ainda no século IX e foi palco de longas disputas entre vários povos, romanos, hunos, tártaros. Em 1783, Catarina a Grande conquistou a Criméia e seu valioso porto de Sebastopol para a Rússia. Após o fim da URSS e a criação da CEI (comunidade dos estados independentes) em 1991, a Ucrânia passou a ser um país independente e a Rússia reconheceu a Crimeia e Sebastopol como parte do território da Ucrânia (reforçado pelos tratados de fronteira de 1997 e 2003). No entanto, tudo indica que Putin nunca desistiu da reconquista da Crimeia.

- Merkel ganhou fôlego para a disputa interna com a CSU (União Social Cristã), que tem o ministro do Interior, sobre a renovação da política migratória. Ela conseguiu pactuar uma espera pela próxima reunião de cúpula da União Europeia, no final do mês, que também tratará o tema em termos regionais. A CDU (União Democrata Cristã) e a CSU realizaram reuniões de repactuação nos últimos dias.

 
(Foto: Todas as 5 primeiras-damas repudiaram a separação de famílias imigrantes)

- Duas ex-primeiras damas dos EUA, Laura Bush e Michelle Obama, se pronunciaram para denunciar a política de separação de crianças de seus pais, filhas de famílias de imigrantes, na fronteira dos EUA. A atual primeira-dama, Melania Trump, também se manifestou. Mais de 2300 crianças já foram separadas. Desde ontem circula um áudio de crianças chorando em um dos abrigos para os quais são levados e ao fundo ouve-se uma voz masculina em tom de brincadeira: “isso parece uma orquestra”.

- Terremotos atingiram a Guatemala e o Japão. No domingo, um terremoto da magnitude de 5,8 atingiu a Guatemala na noite de domingo (17), apenas duas semanas após a erupção do vulcão Fuego que deixou 110 mortos, 200 desaparecidos e 3000 desabrigados. O terremoto ocorreu em águas profundas. Na mesma noite um terremoto da magnitude de 6,1 atingiu o Japão, na cidade de Osaka, segunda maior metrópole. Três pessoas morreram, fábricas foram destruídas e 150 pessoas estão feridas.

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- Kim Jong-un está na China. Fica lá hoje (19) e amanhã. Já é a terceira visita desde março. Primeira após cúpula com Trump.

- Enquanto isso, EUA e Coreia do Sul, concordaram em suspender exercícios militares conjuntos marcados para agosto.

- Não vai haver exercícios militares em agosto, mas vai haver Jogos Asiáticos na Indonésia com participação de equipes combinadas entre sul-coreanos e norte-coreanos. Também estarão juntos os jogadores dos dois países no desfile de abertura dos jogos.

- Ex-presidente Rafael Correa sofre perseguição judicial no Equador. Muito semelhante ao que ocorre com Lula no Brasil. O pretexto utilizado é a denúncia de um deputado do PSP (partido sociedade patriótica) de tentativa de sequestro em 2012, em Bogotá, a mando de Correa.

- Argentina teve sua primeira condenação por crime de ódio contra transexual. O judiciário do país reconheceu que transexual morta em 2015 sofreu homicídio agravado por violência de gênero e ódio à identidade de gênero.

- Na Nicarágua, foi incendiada a casa da mãe de um deputado sandinista, José Ramón Sarria. A mãe, Verônica Morales e alguns familiares, foram ainda sequestrados por 15 horas na sequencia do incêndio.

- O comitê de descolonização da ONU recebeu mais um projeto de resolução apresentado por Cuba com pedido de independência de Porto Rico, ainda sob domínio dos EUA.