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Notas Internacionais 23 de julho

Ana Prestes Publicado em 23.07.2018

Cuba, Argentina, México, EUA, Japão, Irã, Síria, Argélia

- Foi aprovada ontem (22) em Cuba uma nova proposta de Constituição do país. O texto aprovado de forma unânime pela Assembleia Nacional ainda será submetido a referendo nacional, com um período de debate popular que vai entre 13 de agosto e 15 de novembro. O texto possui 224 artigos. O texto traz elementos novos como o reconhecimento à propriedade privada, o casamento como a união entre duas pessoas (sem especificar o sexo) e a instituição da figura do presidente da República (atual presidente do Conselho de Estado e de Ministros) que deve assumir com menos de 60 anos de idade com mandato máximo de 10 anos, haverá também o cargo de vice-presidente e o de primeiro-ministro.

- Terminou ontem (22) em Buenos Aires a terceira reunião de ministros da economia e presidentes dos Bancos Centrais do G20. A reunião ocorreu na combalida Argentina que este ano deve ter um crescimento econômico de 0,5%. A guerra comercial entre EUA e China foi um dos pontos de maior preocupação do encontro. Durante o encontro, o FMI disse que voltará a abrir um escritório na Argentina, fechado na era Kirchner (2003-2015).

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- Mercosul e Aliança do Pacífico se encontrarão pela primeira vez oficialmente como blocos, amanhã (24), em Puerto Vallarta no México. Esse são os dois maiores blocos econômicos da América Latina e se encontram no mesmo período em que Trump ameaça dar fim ao Nafta. López Obrador, o novo presidente eleito do México, não deve comparecer. Segundo o Itamaraty, Mercosul e Aliança do Pacífico representam 80% da população do continente e em 2017 o comércio entre os blocos alcançou US$ 35,3 bilhões (18% a mais do que no ano anterior).

- Em tempos de twitter, López Obrador recorreu à velha e boa carta para “iniciar uma nova etapa na relação”. Conforme revelado no dia de ontem, Obrador escreveu defendendo um ambiente de “respeito, amizade e centro na cooperação para o desenvolvimento”. Diz que quer chegar a acordos para resolver migração, desenvolvimento e segurança na fronteira e que é preciso esforço para renegociar o Nafta.

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- Enquanto isso... Trump disse no final de semana estar disposto a seguir ampliando a sobretaxação de produtos chineses. “Estou disposto a chegar aos 500 (bilhões de dólares)”, disse o presidente americano. O valor se refere ao total de importações americanas de produtos vindos da China em 2017.

- A passagem de Trump pela Europa foi arrasadora para as perspectivas econômicas internas. Como consequência está havendo uma corrida europeia à Ásia. Um primeiro acordo de proteção contra o protecionismo norte-americano foi o firmado entre UE e Japão para a criação de uma área de livre-comércio que envolve 600 milhões de consumidores. O próximo e mais difícil alvo é a China.

- Em pronunciamento neste domingo, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse sobre a relação com os norte-americanos: “os EUA deveriam saber que a paz com o Irã é a mãe de toda paz, e a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras”. A resposta de Trump nessa madrugada via twitter foi: “Nunca ameace novamente os EUA ou você sofrerá consequências que muito poucos na história sofreram”.

 

- Quem vem do Líbano e entra na Síria de carro nos atuais dias é surpreendido com enormes outdoors com as palavras “Bem vindo à Síria vitoriosa”. Os “checkpoints” de Damasco estão sendo retirados e as pessoas passam a frequentar praças e pontos turísticos que há pouco tempo estavam inacessíveis.

- Chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, está na Argélia. O país é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na África e no mundo árabe.