Prosa@Poesia

Fluoxitina (ou historinha da rainha)

Dorberto Carvalho Publicado em 08.05.2009

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      Por lindos campos andava. Caminhava livre com seu vestido turquesa e misturava-se ao amarelo e o alaranjado das flores, e mais mil cores numa explosão de claridade em azul, do sul, dos trópicos, de um dia de outono. Não lembra a noite passada, não é nada o lençol molhado, o suor, as lágrimas, a porra e a saliva das narrativas compridamente longas; lamentos por não ter sido, não ter ido, não ter tido, não ter havido.

      Na sua idade deveria ter filhos!? ou não, não tem, tudo bem. Não há campos floridos nem castelos na cidade. "Não vá dizer que eu não disse"  Pronto! desinventaram a maldade e ela aparece linda no parapeito da janela.

      "Cadê você!? Preparei uma caipirinha de saquê".