Seminários e Debates - Seminário 100 anos da Revolução Russa e 95 do PCdoB

Nos 95 anos do PCdoB, seis lançamentos editoriais

Cezar Xavier Publicado em 31.03.2017

No transcorrer do Seminário 100 anos da Revolução Russa e 95 anos do PCdoB foram lançados seis livros tratando do centenário da revolução soviética, o papel da esquerda diante da crise econômica mundial, um balanço dos Governos Lula e Dilma, a história do Partido Comunista do Brasil e a crise econômica brasileira; todos títulos da Fundação Maurício Grabois em parceria com a Editora Anita Garibaldi. Veja como foi o evento!

Foto: Autores autografam suas obras durante o Seminário dos 95 anos do PCdoB, em São Paulo

Título: Pequena História de Um Século da Grande Revolução de Outubro
Autor: Bernardo Joffily
Editora: Anita Garibaldi

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"O livro de Bernardo Joffily se enquadra perfeitamente dentro de uma perspectiva que poderia ser resumida na fórmula 'defender o legado da Revolução Russa e seu papel progressista na história moderna'. O autor apresenta a trajetória da revolução desde os seus primóridos e trata do papel central nela desempenhado pelos bolcheviques. Apresenta as conquistas alcançadas pelo povo soviético, e também as consequências daquele movimento para os povos de todo o mundo. O balanço geral apresentado é fundamentalmente positivo, mas não tergiversa sobre os erros cometidos e as dificuldades encontradas. Apesar de ser panorâmica e didática, a obra não perde a qualidade nem reduz a complexidade daquele processo. Assim, torna-se algo útil às jovens gerações de combatentes sociais que desejam conhecer mais e melhor sobre os acontecimentos ocorridos cem anos atrás na Rússia e as suas consequências para o século XX", Augusto Buonicore, historiador.

 

Título: "A esquerda ausente - crise, sociedade do espetáculo, guerra"

Autor: Domênico Losurdo

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De passagem pelo Brasil neste final de março, por ocasião dos 95 anos do Partido Comunista do Brasil, o filósofo e historiador italiano Domenico Losurdo veio para um ciclo de conferências e debates de lançamento de seu novo livro A Esquerda Ausente (Anita Garibaldi, 2016), além do livro Guerra e Revolução: O mundo um século após outubro de 1917 (Boitempo, 2016).

O vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino comenta o novo e polêmico volume de Losurdo, destacando o alerta que ele faz à esquerda ausente do debate mundial, em especial na Europa e nos EUA, dispersa que se encontra ou na subordinação ao neoliberalismo ou na consequência mínima da defesa de direitos sociais e econômicos. Como diz Losurdo já no título do seu último livro, a esquerda está “ausente”, ou seja, fugiu do debate público, deixando em seu lugar “o pensamento único neoliberal e neocolonialista”. Em outras palavras, o mesmo sistema de pensamento e práxis que gerou a crise econômica de 2008 está encarregado de explicá-la, graças a essa “ausência” da esquerda. O tema de seu livro é o estranhamento pelo modo como a esquerda não reivindica, nem reconhece suas conquistas, como as lutas anticoloniais.

Losurdo também faz uma defesa do socialismo chinês, por seu caráter progressista na nova ordem mundial, frequentemente condenado na esquerda como sendo um novo tipo de capitalismo de mercado. Para ele, o desenvolvimento da China é uma segunda etapa da luta anticolonial, ao promover um renascimento nacional, reconquista da integridade territorial e soberania plena. Sorrentino ressalta o modo como a geopolítica se move de forma a isolar e atingir a China. Ele cita a frase de Losurdo sobre um tema muito atual e brasileiro, a manipulação da democracia como arma dos setores reacionários: “É preciso reconhecer a amarga verdade de que se realizada prematura e ingenuamente, a democratização de um país pode significar o caminho livre para a desestabilização e os golpes, e permitir o triunfo de uma ditadura planetária do imperialismo”.

Losurdo reconhece que, nos últimos anos, essa esquerda “ausente” começou a despertar na Europa. O Syriza na Grécia, o Podemos na Espanha e Jeremy Corbyn no Reino Unido são expressões desse primeiro despertar. “Mas acho que, em todos os casos, ainda não compreenderam a fortaleza do ataque contra o Estado de bem-estar. É um ataque furibundo, que requer uma resposta coordenada”, diz ele. Sorrentino também ressalta a importância da esquerda brasileira se posicionar com força neste momento crítico para a política nacional. Para ele, o livro é uma reflexão importante neste momento alarmante para a esquerda do Brasil.

 

Título: "Anos que vivemos em perigo - a crise brasileira"
Autor: Walter Sorrentino

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A partir de análises publicadas em seu blogue, o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, reúne textos que analisam o fim do governo Dilma e a crise política que levou ao golpe de estado. O livro está disponível para download. Este livro compila escritos sobre a conjuntura política do país publicados no Blog Projetos para o Brasil (http://waltersorrentino.com.br/). O recorte é de 2015-2016 – do início do segundo mandato popular de Dilma Rousseff, até o fatídico golpe de Estado de modalidade parlamentar. Neles desvela-se a crise política brasileira mais sua dimensão institucional, econômica e social. Foram anos duros para a democracia e para todos os patriotas, progressistas e democratas – a maioria da nação brasileira. Foram anos que vivemos em perigo e que permanecerão como testemunho da história de mais um golpe na democracia brasileira, de uma crise política ainda em busca de saídas até o presente momento.

Título: Os comunistas na Constituinte de 1946
Autor: José Carlos Ruy
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Uma epopeia democrática. Ao tomar posse na Assembleia Nacional Constituinte, em 1º de fevereiro de 1946, a bancada do Partido Comunista do Brasil, então com a sigla PCB, começou a escrever uma das mais importantes passagens da história democrática brasileira. Daquela data até o mês de setembro, quando a Constituição foi promulgada, o Palácio Tiradentes - na cidade do Rio de Janeiro, a então capital da República - foi palco de intensos debates nos quais a bancada comunista demonstrou a fibra de um Partido que contava com 24 anos de existência e que chegaria aos 94 anos, nos dias atuais. Este livro Os comunistas e a Constituinte de 1946, do conceituado jornalista e pesquisador José Carlos Ruy, apresenta um painel detalhado daquela epopeia. Ele percorre os meandros da disputa política que representava os cenários da época e mostra a relevância que os comunistas adquiriram no processo de redemocratização do país com os enfrentamentos ao nazi-fascismo desde o Levante de 1935. Renato Rabelo

 

Título: “Governos Lula e Dilma: o ciclo golpeado — contexto internacional, realizações, lições e perspectivas”
Organizadores: Renato Rabelo e Adalberto Monteiro
Editora: Anita Garibaldi

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A complexa tarefa de avaliar o ciclo de governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, enfrentada no livro “Governos Lula e Dilma: o ciclo golpeado — contexto internacional, realizações, lições e perspectivas”, engloba aspectos históricos, conjunturais e conceituais. Dez artigos analisam seus principais aspectos, inseridos na conjuntura internacional, com contribuições de diferentes olhares — quadros partidários, professores universitários, especialistas em vários temas. Buscam compreender o significado daquela experiência, procurando situar os acontecimentos em seus devidos contextos.

A síntese dessa abordagem é um painel que mostra o ciclo Lula-Dilma como acontecimento de grande amplitude, de notável legado ao país e ao povo, resultado do protagonismo da esquerda à frente de governo nacional constituído de construções políticas amplas, embora com limitações ditadas pelas circunstâncias da época — além de erros e insuficiências. O livro segue os esforços do campo político democrático de situar os diagnósticos das causas do golpe que interrompeu esse ciclo.

O livro lida com o tema da perspectiva, das saídas para o Brasil se livrar da instabilidade, da crise entre os poderes, da criminalização da atividade política, da recessão econômica, do desemprego. Quais as alternativas face ao retrocesso provocado pelo golpe? Quais caminhos conduzirão o país à retomada do desenvolvimento soberano, com democracia e progresso social? Questões para as quais são apresentadas preciosos pontos de partida.

Título: 100 anos da Revolução Russa — legado e lições
Organizadores: Adalberto Monteiro e Osvaldo Bertolino
Editora: Anita Garibaldi

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No livro “100 anos da Revolução Russa — legado e lições” está uma ampla análise do processo histórico de conquistas civilizatórias, como o acelerado crescimento econômico e progresso social, as transformações políticas revolucionárias, a evolução científica e vigor cultural — aspectos essenciais do projeto socialista que vicejou nesta primeira experiência do socialismo no mundo.

A obra analisa, igualmente, limitações, erros e insuficiências que levaram a União Soviética à derrota e a desintegração em 1991. Em 22 artigos, abrangendo um conjunto de pesquisadores e estudiosos, o livro prospecta informações, análises, aponta contradições, considerando as condicionalidades históricas.

Outro papel do livro é o de, a partir das lições da experiência da URSS, lançar luzes sobre a nova luta pelo socialismo que se descortina no século XXI. Com esse livro, a Fundação Maurício Grabois e a Editora Anita Garibaldi oferecem um acervo de textos que além de explicitar o imenso legado da Revolução Russa à humanidade, sublinham que na contemporaneidade o socialismo renovado com as lições da história desponta como alternativa para os  povos e os trabalhadores ante um capitalismo em grave crise.


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Lançamentos editoriais durante a celebração dos 95 anos do PCdoB