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Renato Rabelo: Que fazer? Socialismo ou Barbárie?

Cezar Xavier Publicado em 13.06.2017

O 3o. Salão do Livro Político encerrou-se no dia 8 de junho , no Tucarena, teatro da PUC paulistana, com o encontro de representantes de quatro partidos de esquerda: Renato Rabelo (PCdoB), Ciro Gomes (PDT), Márcio Pochmann (PT) e Juliano Medeiros (PSol), coroando um debate sobre o ciclo de governos progressistas no Brasil e o golpe neoliberal que o país enfrenta. Assista um trecho da fala de Renato Rabelo, em imagens da TV PUC!

Foto: Cezar Xavier

 

ASSISTA À ÍNTEGRA DO DEBATE AQUI

Acabou na quinta-feira (8 DE JUNHO), o III Salão do Livro Político, após quatro dias de intensos debates e muito movimento nos estandes de editoras que apresentaram seus lançamentos!

RENATO RABELO foi presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) por mais de 13 anos e é o atual presidente da Fundação Maurício Grabois, desde abril de 2016. Participou ativamente da luta de oposição à ditadura militar, tendo ingressado no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 1972. No 10o Congresso do PCdoB, em 2001, por indicação de João Amazonas, líder histórico dos comunistas, Rabelo foi eleito presidente da legenda. Participou das coordenações das cinco campanhas de Lula, desde 1989, e também das campanhas da presidenta Dilma Rousseff. 

Renato falou sobre a importância da luta pelo socialismo no mundo atual e sobre a atualidade da teoria marxista. “Vivemos uma grande crise, pois a classe dominante sabotou o governo Dilma e assaltou o poder por meio de um golpe parlamentar. Passou a negar a Constituinte de 1988, e a destruir direitos. Segundo ele a greve geral ocorrida em abril foi política, supera as questões corporativas, e deve ser ainda mais forte no dia 30 de junho. “Nossa luta por eleição direta é para garantir 2018”, pontuou.

Renato Rabelo enxerga no golpe parlamentar o realinhamento do país pelos golpistas ao capitalismo internacional, que demandam a derrubada da Constituição Cidadã de 1988. Ele ressalta que a transição na base material de produção em todo o mundo, diante da crise econômica, não será entendida se não considerarmos a penetração do seu impacto em todos os âmbitos, inclusive na práxis partidária. O rebaixamento na consciência de classe é também parte dessa transição em que revoluções industriais transformam as relações de trabalho.

"O debate de um novo projeto de país é fundamental e tem de considerar a luta tanto contra o neoliberalismo quanto contra o colonialismo. Daí pode emergir até um novo modelo de sociedade, inclusive um modelo socialista". Rabelo considera o capitalismo superado, por aprofundar a desigualdade numa base material gigantesca que poderia estar a serviço da humanidade. O capitalismo só se mantém ideologicamente forçando sua persistência nas mentalidades, embora na base material não se sustente mais.

Como parte dos governos progressistas que estiveram no centro do poder, o PCdoB considera importante um balanço em que se entenda as ilusões que levaram a esquerda a não entender a composição do estado brasileiro. "Mas já vou dizendo que não é fácil fazer síntese para um balanço!" Criticou o fato do desenvolvimento brasileiro estar baseado em exportação de commodities. A primarização e a base de serviços sem uma indústria à altura é considerado por Rabelo um atraso.

O dirigente comunista observa que o debate sobre o programa nacional para o país só se dá durante as eleições presidenciais. Portanto, 2018 será muito importante para a esquerda mostrar seu programa em oposição ao que vem sendo implementado pelo golpe. Defende a bandeira das "Eleições Diretas, Já", ou em 2018, mesmo acreditando que as perspectivas diante do golpismo não são animadoras.