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Seminário Regional (Norte): O Desenvolvimento Nacional e da Região Amazônica: impactos e Perspectivas para os trabalhadores.

Edval Bernardino Campos* Publicado em 17.05.2021

O debate, que foi mediado pelo professor Edval Bernardino Campos (PA), contou com exposições de Nivaldo Santana, com o professor Eron Bezerra, professor da Universidade Federal do Amazonas e com o advogado Cléber Rezende, presidente da CTB no Pará.

Na última quarta-feira (12/05), o Partido Comunista do Brasil realizou um importante seminário para debater o Desenvolvimento Nacional e da Região Amazônica, cotejando possíveis impactos e perspectivas para os trabalhadores. O evento foi organizado pela Coordenação Executiva Regional de Formação e Propaganda – CERFO (norte), constituída pelos secretários (as) das respectivas áreas, dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e contou com o apoio da Escola Nacional João Amazonas e da Fundação Maurício Grabois (seção – PA). O debate, que foi mediado pelo professor Edval Bernardino Campos (PA), contou com exposições de Nivaldo Santana, membro do Comitê Central do PCdoB e secretário de relações internacionais da CTB; com o prof. Dr. Eron Bezerra, professor da Universidade Federal do Amazonas e, presidente do Comitê Estadual do PCdoB do estado; e com o advogado Cléber Rezende, membro do Comitê Estadual do PCdoB – PA e Presidente da CTB no mesmo Estado.

Esta iniciativa é inédita na região, reuniu mais de 100 dirigentes estaduais e municipais dos cinco estados, envolvendo 25 municípios. As abordagens realçaram, entre outros aspectos, a importância de considerar e defender politicamente que o desenvolvimento da Amazônia não seja pautado de forma isolada da agenda do desenvolvimento nacional; por outro lado, os palestrantes acentuaram os problemas decorrentes das desigualdades sociais abissais resultantes de políticas de desenvolvimento que primaram por um modelo de exploração predatória sobre a Região Amazônia, acentuando o trato desigual entre as regiões.

Na abordagem do professor Eron Bezerra, ele tece uma crítica a dois paradigmas de desenvolvimento reivindicados para a Amazônia, que ele os denomina de “modelo santuarísta” e “modelo produtivista”. No primeiro caso a crítica repousa sobre agenda preservacionista, conservadora e de negação da exploração dos recursos naturais; e no segundo, o “modelo produtivista”, ele denuncia o seu caráter predador, sua força destrutiva e, a absoluta falta de compromissos com a gestão dos recursos naturais (finitos) e com os interesses regionais. Para o pesquisador, a Amazônia precisa adotar um “modelo sustentabilista”, pautado na exploração racional dos seus recursos naturais e tendo em consideração a melhoria da qualidade de vida das populações residentes. Para Eron Bezerra “não devemos tratar a Amazônia como mero regionalismo ou simplesmente como elemento de desigualdade regional, mas pelo seu importante papel no desenvolvimento do país pelo seu tamanho, características e posição estratégica no mundo”. 

Cléber Rezende e Nivaldo Santana, enfatizaram a necessidade de um desenvolvimento comprometido com a proteção social do trabalho, com a valorização dos trabalhadores e com a defesa do interesse nacional. Segundo os expositores, é impensável cogitar um modelo de desenvolvimento socialmente justo e politicamente soberano para o Brasil, sem afastar do comando do país o sr. Jair Bolsonaro e sua equipe de governo, notabilizada pela forma servil aos interesses norte-americanos e patrocinadora de uma desastrosa agende neoliberal, entreguista, antidemocrática, alheia aos interesses do povo brasileiro e do país.

Ananindeua – PA, 14 de maio de 2021.

[*] Professor da UFPA, Secretário Estadual de Formação e Propaganda do PCdoB-PA; Presidente da Fundação Mauríco Grabois – seção – PA.